O ESG deixou de ser tendência para se consolidar como exigência de mercado. Nesse contexto, o CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) e a SUFRAMA (Superintendência da Zona Franca de Manaus) realizaram, no dia 15 de abril, o III Fórum ESG CIEAM e SUFRAMA – O diferencial competitivo.
O encontro reuniu especialistas de alto nível em uma programação estratégica que posiciona a Zona Franca de Manaus como protagonista da nova economia global, pautada por evidência, transparência e responsabilidade.
ESG ampliado: muito além dos três pilares
Mais do que discutir os tradicionais eixos ambiental, social e de governança, o Fórum trouxe uma abordagem ampliada do ESG, conectando o tema a questões estruturais do cenário global.
Geopolítica, uso desenfreado dos recursos naturais e seus impactos nas comunidades, além dos desafios futuros relacionados à água e ao solo, estiveram no centro dos debates. A programação também destacou a importância da ancestralidade, do respeito às culturas locais e da inclusão social como elementos fundamentais para um desenvolvimento sustentável.
“O ESG é muito mais do que falar de meio ambiente, social e governança. Nosso Fórum foi muito além disso, com debates riquíssimos e palestrantes de altíssimo nível, que trouxeram uma visão ampla e estratégica sobre os desafios globais e locais”, afirma Régia Moreira, coordenadora da Comissão de ESG do CIEAM e responsável pelo Fórum.
Debates estratégicos sobre o futuro
Durante o evento, especialistas discutiram os impactos da geopolítica no mundo e suas consequências diretas para cadeias produtivas e economias regionais. Outro ponto de destaque foi o alerta sobre o uso intensivo do solo e dos recursos hídricos, uma realidade que já afeta comunidades e levanta questionamentos urgentes sobre o futuro.
“Falamos sobre geopolítica e seus impactos no mundo, sobre o uso desenfreado do solo e da água e como isso afeta diretamente as comunidades e o nosso futuro”, destaca a executiva.
Amazônia no centro da nova economia
A programação foi estruturada em três eixos principais: soluções ambientais que impulsionam sustentabilidade e inovação na Amazônia, impacto social e desenvolvimento humano como base para o crescimento sustentável e governança e transparência como pilares de credibilidade e competitividade.
Ao reunir lideranças e especialistas, o III Fórum ESG CIEAM e SUFRAMA reforça o papel estratégico da Amazônia e da Zona Franca de Manaus na construção de um modelo econômico que alia desenvolvimento, responsabilidade socioambiental e vantagem competitiva global.
“O que mostramos neste Fórum é que o ESG não é mais uma agenda paralela, ele é o próprio caminho para o desenvolvimento. A Amazônia tem todas as condições de liderar esse movimento global, unindo inovação, responsabilidade e respeito às pessoas e ao território. Nosso compromisso é seguir fortalecendo esse debate e transformando conhecimento em ação concreta para o futuro”, finaliza Régia.
Sobre o CIEAM
O Centro da Indústria do Estado do Amazonas é uma entidade empresarial com personalidade jurídica, ligada ao setor industrial, que atua de maneira técnica e política em defesa de seus associados e dos princípios da economia baseada na Zona Franca de Manaus.
Implementada pelo governo federal em 1967, a Zona Franca de Manaus tem o objetivo de viabilizar uma base econômica no Amazonas e promover integração produtiva e social entre as regiões do Brasil. O modelo é considerado bem-sucedido e devolve aos cofres públicos mais da metade da riqueza que produz.
Atualmente, são 600 empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus. O estado do Amazonas possui 578.208 mil empregos, dos quais 134 mil são diretos do Polo Industrial de Manaus e contribuem para a preservação de 97% da cobertura florestal do estado. Em 2025, o faturamento alcançou R$ 228 bilhões.
