Manejo sustentável aumenta produção do “Gigante da Amazônia”

“Para 2023, temos a expectativa de impulsionar a comercialização de 14,9 mil peixes”, é o que conta Ana Cláudia, coordenadora do Programa de Manejo de Pesca do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM). A boa notícia sobre o pirarucu,  que já esteve em extinção, foi divulgada nesta quinta-feira, dia 18, por meio da Cocar & Co, empresa especializada em alimentos naturais e orgânicos da Amazônia, e membro da rede Origens Brasil®, organização administrada pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), que incentiva a cadeia local de produção e desenvolve o trabalho de articulação em prol de negócios éticos da sociobioeconomia na região amazônica.

O manejo sustentável do pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do país, viabiliza fonte de renda para comunidades que vivem no Rio Solimões e em outras regiões da Amazônia. A metodologia do manejo da espécie na região foi criada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) em conjunto com manejadores e vem sendo conduzida há 24 anos. Por meio da rede Origens Brasil®, quatro instituições de apoio e organizações comunitárias atuam  no fortalecimento da economia na região, juntamente com 467 produtores cadastrados.

O primeiro ano de atuação da rede Origens Brasil® na região Solimões, 2019, movimentou R$ 38,3 mil na venda de peixes. Em 2020, quando a Cocar & Co, empresa especializada em alimentos naturais e orgânicos da Amazônia, tornou-se membro da rede, o pirarucu ganhou destaque e o total comercializado chegou a R$ 102 mil. “A operação da Cocar &Co começou em 2013, como representante de frigoríficos locais em diversos pescados. Em 2019, passamos a comprar 100% do pirarucu por meio da rede no arranjo comercial porque sentimos a necessidade de unir forças com as comunidades e abraçar o comércio ético”, explica Paulo Oliveira, Sócio-Diretor da Cocar & Co.

O potencial de aproveitamento total do “gigante da Amazônia” e a sua importância para a geração de renda para povos ribeirinhos foram apresentados dia 05 de agosto na Churrascada, em São Paulo. No evento, foi realizado o leilão da primeira pintura em couro sustentável do pirarucu, feita pelo artista Raiz Campo. Toda a renda do leilão será revertida para o Acordo de Pesca do Setor Pantaleão da Reserva Amanã, grupo que conta com o apoio do Instituto Mamirauá. 

Em 2022, a produção do pirarucu com supervisão do IDSM chegou a R$ 4 milhões, enquanto o total comercializado de outras espécies foi de R$ 580 mil. 

Pirarucu e rede Origens em livro

A história do risco de extinção do gigante da Amazônia e de como o animal voltou aos rios, pode ser conferida também no livro Os Caminhos da Amazônia Sustentável, produzido em parceria com este site pela M3 Editorial. A obra também conta sobre as iniciativas da rede Origens Brasil, em conjunto com empresas parceiras que contribuem para manter a floresta em pé na região amazônica.

O livro pode ser adquirido através deste link: Os Caminhos da Amazônia Sustentável.

Pesca do peixe Pirarucu em Maraã no municipio do Amazonas Fotos Ricardo Oliveira

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