De acordo com dados dos sistemas de monitoramento do Governo do Estado do Amazonas, em 2024 o período de estiagem deve ser adiantado em 30 dias e os impactos sentidos já a partir do mês de julho. Para enfrentar a seca e as queimadas, e garantir que os serviços e produtos mantenham a qualidade e os preços justos neste período, a Defesa Civil do Amazonas e o Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem-AM) se reuniram nesta terça-feira, dia 25, a fim de alinhar ações conjuntas no enfrentamento da estiagem.
De acordo com o secretário da Defesa Civil do Estado, coronel Francisco Máximo, “a parceria entre a Defesa Civil do Amazonas e o Ipem-AM busca fiscalizar de forma rigorosa diversos setores essenciais, prevenindo irregularidades e protegendo os direitos dos consumidores”, ressaltou o secretário.
Para o diretor-presidente do Ipem-AM, Renato Marinho, a parceria entre os órgãos ratifica o compromisso do Governo do Estado em assegurar o equilíbrio entre as relações de consumo em um momento considerado crítico tanto para o comerciante/prestador de serviço quanto para o consumidor.
Além da fiscalização, a Defesa Civil do Amazonas disse ter elaborado planos de contingência para responder a emergências como abastecimento de água potável, insumos e medicamentos para a saúde, produção rural, logística para a manutenção do funcionamento da rede estadual de educação e ajuda humanitária são os principais focos do cronograma de atividades do governo.
Na última semana, o governador do Amazonas, Wilson Lima, reuniu 30 secretarias e órgãos estaduais para tratar das ações do estado no enfrentamento à estiagem 2024 e combate às queimadas. Segundo o governo do Amazonas, os níveis dos rios em todas as calhas do estado estão abaixo do esperado, se comparado a anos anteriores. No caso de Manaus, o Rio Negro, neste período do ano, está mais baixo até do que no ano passado, quando houve a seca histórica. Ou seja, a estiagem este ano pode ser tão ou mais intensa quanto a de 2023.
Em consequência à falta de chuva, aumentaram os focos de incêndio na região. Segundo o Painel de Queimadas do Governo do Amazonas, até 19 de junho, foram registrados 539 focos – um aumento de 140% em relação a igual período de 2023. Sobre a distribuição de água potável, a Defesa Civil amazonense instalou 42 estações de tratamento este ano. E a Companhia de Saneamento do Amazonas prevê a implantação de outras 20 até o final de setembro.

