Cacau é valorizado na bolsa de Nova York e pode chegar a mais de US$ 7 mil dólares a tonelada

Os 90 mil produtores de cacau no Brasil precisam ficar de olho na bolsa de valores de Nova York. O fruto, principal matéria-prima do chocolate, e que tem inclusive o seu dia, 26 de março, atingiu um patamar recorde nas cotações. Os lotes para março subiram 2,41% e alcançaram a marca inédita de US$ 6.001 a tonelada. Já os contratos para maio, os mais líquidos, avançaram 1,24%, negociados a US$ 5.652 a tonelada.

Analistas afirmam que o cacau ainda não atingiu seu limite de alta, já que continuam os problemas na safra da Costa do Marfim, na África, maior produtor mundial, segundo notícia publicada no jornal Globo Rural. Recentemente, o Conselho de Cacau e Café da Costa do Marfim já havia projetado uma produção entre 400 mil e 450 mil toneladas, abaixo das 550 mil toneladas da safra passada.

Também em relatório, o Citibank afirmou que os valores do cacau em Nova York poderão atingir entre US$ 6.100 a US$ 6.300 a tonelada durante o próximo mês. A instituição vai além, e acrescenta que há riscos de os preços chegarem a incríveis US$ 7.000 a US$ 10.000 a tonelada, caso as perspectivas de oferta na África Ocidental não melhorem.

No Brasil, os líderes de produção são os estados da Bahia e Pará. Em 2023, a produção do Pará chegou a R$ 2,4 bilhões. De acordo com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), o estado paraense produziu 149.396 toneladas de amêndoas ano passado. A região transamazônica representa 80% da produção. A Bahia passou para o segundo lugar e Rondônia como o 3º maior produtor de cacau.

No Pará, segundo levantamento da Secretaria de Estado e Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca do Pará (Sedap) divulgado em 2023, o município de Medicilândia, da Região de Integração do Xingu, é o principal produtor de cacau no Estado, com mais de 44 mil toneladas produzidas anualmente, que correspondem a 34,69% da produção paraense. Em segundo lugar está Uruará, com mais de 17 mil toneladas, cerca de 13% da produção estadual. Em seguida estão Anapu, Brasil Novo, Placas, Altamira, Vitória do Xingu, Senador José Porfírio, Tucumã e Pacajá.

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