Nova rede de pesquisadores interestaduais se forma para estudar a Amazônia

O workshop de “Formação de projetos científicos em redes de pesquisas interestaduais”, no Pará, rendeu uma nova união pela biodiversidade na Amazônia. O evento, realizado pelo Instituto Salvaterra (IST), voltado para pesquisadores científicos e membros do Instituto de Pesquisas da Amazônia (IPEASA), promoveu, além da troca de conhecimento com palestras simultâneas, a formação de um novo grupo composto por instituições e profissionais do Pará, Amazonas e Tocantins.

A capacitação aconteceu no último sábado, dia 24, na sede do IST, em Belém (PA), com transmissão on-line para os inscritos.A programação foi dividida em três partes, iniciando com uma palestra ministrada pela professora Vania Neu, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Com o tema “Influência  dos processos hidrodinâmicos, sobre as trocas de carbono no delta Amazônico”, a apresentação foi norteadora da formação de projetos em rede, desenvolvidas nas salas simultâneas do workshop.

A primeira atividade, em uma das duas salas, foi a realização de um debate sobre temas relacionados a recursos hídricos e energias renováveis, com a descrição dos participantes, que colaboraram com sugestões para o desenvolvimento do setor, principal responsável pela transição energética.

Já a segunda atividade foi voltada para o uso de novas tecnologias, sobre a análise da Matriz SWOT, ou Matriz FOFA, como é denominada no Brasil, uma ferramenta para realizar análise dos ambientes interno e externo de uma organização. A dinâmica permitiu que os participantes interagissem com ferramenta digital, incentivando a criar as fases de “forças, fraquezas, oportunidades e ameaças”, no ambiente.

Após as discussões e apresentações, o presidente do Instituto, o pesquisador Alexandre Diniz, propôs sobre a criação das redes interestaduais entre Pará e outros  estados parceiros, ideia amplamente aceita pelos presentes no workshop.

Para encerrar, a Professora Soeli Farias, do Conselho Científico do Instituto de Pesquisa da Amazônia (IPEASA), falou da importância da formação realizada pelo Salvaterra, e também convidou pesquisadores e membros presentes a participar de um projeto em rede, coordenado pelo IPEASA.

Patrícia Cristina de Aragão, da Universidade Estadual da Paraíba, de Campina Grande- PB, enalteceu a iniciativa. “Gostaria de parabenizar toda equipe do Instituto Salvaterra, na pessoa do professor Alexandre e grupo e ao IPEASA,, pela interação com o instituto, para oferta da ação educativa. O curso foi maravilhoso e acredito que a proposta muito contribuiu para os participantes. Sou da área de educação, historiadora, considero de grande pertinência e aprendizado o rico momento”.

Nilza Verônica Campos Amaral Aguiar, do Instituto Natureza do Tocantins – Naturatins, de Palmas-TO, também elogiou o workshop pelo IST. “A formação promovida foi de suma importância e nos oportunizou troca de conhecimentos, experiências e aprendizado. Diariamente assistimos as notícias de que a Amazônia está vulnerável e cada vez mais ameaçada por práticas criminosas e pelo descaso dos políticos e gestores irresponsáveis. Mas, percebemos também o esforço hercúleo dos pesquisadores, estudantes, técnicos  e comunidades locais que buscam soluções para minimizar os graves problemas que essa região enfrenta.  Temos um grande desafio: propor e executar projetos em rede porque, somos melhores quando nos conectamos”, defendeu Nilza.

Segundo o presidente do IST, Alexandre Diniz,  a formação foi muito positiva em todos os aspectos. “A participação e interação de todos os envolvidos, pesquisadores e colaboradores; os encaminhamentos finais, com a criação de dois grupos de trabalho sobre os temas abordados na formação, e as sugestões para os próximos passos, fortalece ainda mais nossa missão compartilhada, de buscar proteger o bioma e a população da Amazônia, incentivando os estudos para um desenvolvimento sustentável”, concluiu Diniz.

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