Em leilão da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, a Eneva adquiriu a área de acumulação marginal do Japiim, localizada na bacia terrestre do Amazonas. A empresa obteve sucesso no 4º Ciclo de Oferta Permanente de Concessão (OPC) da ANP, realizado no dia 13 de dezembro. A região de Japiim está situada no setor SAM-O da Bacia do Amazonas, abrangendo uma superfície total de 52 km2.
A modalidade de oferta permanente opera como um banco de áreas de petróleo e gás natural que são leiloadas em ciclos, com base na demanda dos interessados, substituindo os leilões tradicionais da ANP que ocorrem desde 1999, nos quais os blocos eram designados pelo governo.
Neste ciclo, 21 empresas apresentaram declarações de interesse e garantias de oferta para 33 setores com blocos exploratórios, distribuídos em nove bacias sedimentares: Amazonas, Espírito Santo, Paraná, Pelotas, Potiguar, Recôncavo, Santos, Sergipe-Alagoas e Tucano.
“A aquisição da área de acumulação marginal de Japiim era um movimento natural da Eneva, por ser uma área adjacente ao nosso campo de Azulão e aos nossos blocos exploratórios na região – agora são três blocos no total, e cobrem mais de 7.000 km2 de área exploratória”, comentou Frederico Miranda, diretor de Exploração da Eneva.
A área de acumulação marginal de Japiim foi uma descoberta confirmada, com testes de formação que comprovaram a existência de gás. Para a Eneva, ter em seu portfólio um recurso natural descoberto há mais de uma década, e que ainda não foi produzido, contribui para os objetivos de expansão da empresa, além de reforçar o compromisso da companhia com uma atuação sócio e ambientalmente sustentável no Amazonas.
Em 2020, a Eneva adquiriu sete blocos exploratórios nas bacias terrestres do Amazonas e Paraná, além do campo de Juruá na bacia do Solimões, no segundo ciclo da Oferta Permanente. O valor total do bônus de assinatura pago pela empresa foi de R$ 43,5 milhões.
Atualmente, a companhia opera 12 campos de gás natural nas Bacias do Parnaíba (MA) e Amazonas (AM), e detém quatro blocos exploratórios na Bacia do Paraná (MS), possuindo, ao todo, uma área total sob concessão superior a 63 mil km², a maior no Brasil. O gás natural produzido abastece suas próprias termelétricas para gerar energia elétrica, substituindo as usinas antigas movidas a óleo diesel.
