Os 195 países que participaram da 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP 28) terão até 2050 para fazer a transição dos combustíveis fósseis e triplicar a capacidade de energia renovável a nível mundial até 2030. O acordo está no documento final do evento, que aconteceu durante 13 dias e teve encerramento no dia 12 de dezembro. O texto original menciona que os países devem “realizar uma transição dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos, de uma forma justa, ordenada e equitativa” (“transitioning away from fossil fuels in energy systems, in a just, orderly and equitable manner”).
Ao citar que a transição das energias que provocam o aquecimento do planeta deve ser acelerada “nesta década crucial”, o texto foi considerado por ambientalistas e pela comitiva brasileira como um avanço. Mas, segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o balanço global anunciado na COP mostra que o que alcançamos até aqui não foi suficiente. Segundo a ministra, até o momento, os países não conseguiram cumprir ações efetivas para limitar o aquecimento até 1.5C. Os críticos apontaram que os avanços pouco significativos já eram esperados, ainda mais quando o país sede é produtor de petróleo.
Outra definição importante confirmada na COP 28 de Dubai foi a confirmação oficial do Brasil como sede da COP 30, em 2025, que será realizada em Belém, no Pará.
Segundo Marina Silva, o governo brasileiro, já de olho na COP 30, vai buscar avanços no financiamento climático para garantir uma transição energética justa. A COP 29, no ano que vem, será realizada no Azerbaijão.
COP 30 será realizada em Belém em 2025
