PROJETOS REDD + DA BIOFÍLICA SOMAM

A Biofílica Ambipar Environment, empresa brasileira em conservação de florestas nativas, já possui dois novos projetos de REDD + para serem certificados neste ano: o Projeto REDD+ Jutaituba e o Projeto REDD+ Agropalma, responsável por uma área de 107 mil hectares na Região Amazônica. O Projeto REDD + Agropalma preserva e zela por mais de 64 mil hectares, o que representa mais da metade de sua área. Além destes, a empresa divulgou que teve avanços com relação aos projetos de Redução das Emissões de Gases de Efeito Estufa Provenientes do Desmatamento e da Degradação Florestal, Conservação dos Estoques de Carbono Florestal, Manejo Sustentável de Florestas e Aumento de Estoques de Carbono Florestal (REDD+). Segundo a Biofílica, foram realizadas duas auditorias de verificação, no Projeto REDD+ RESEX Jacundá e Projeto REDD+ Manoa, ambos em Rondônia.

Somente com os projetos REDD+, a Biofílica encerrou o ano de 2021 com 1,7 milhões de hectares sob conservação, representando, em média, 2 milhões de toneladas de dióxido de carbono que deixam de ser emitidas na atmosfera todo ano. Além dos novos projetos, a Biofílica é responsável pelos Projetos da REDD + Jari Amapá, Jari Pará, Maísa, também no Pará, Manoa e REDD + RESEX Jacundá, em Rondônia. 

PROJETOS REDD+ DA BIOFÍLICA E SEUS BENEFÍCIOS

Os Projetos REDD+ da Biofílica são baseados em um modelo de desenvolvimento econômico que valoriza a floresta, com atividades viáveis porque combinam o manejo florestal de baixo impacto com a comercialização dos créditos de carbono. O Projeto REDD+ Jari Pará, por exemplo, é formado pela Jari Celulose e a Fundação Jari, que tem como objetivo evitar o desmatamento e minimizar impactos socioambientais, promovendo benefícios para o clima, biodiversidade e comunidades da região do município de Almeirim. Através deste projeto, segundo a Biofílica, 340 espécies da Flora e 2.070 espécies da Fauna já foram protegidas. Sem contar os 50.480 hectares de desmatamento evitado com as ações do projeto. 

Já o Projeto REDD+ Jari Amapá tem como objetivo a promoção da conservação florestal nas comunidades da região de Laranjal do Jari e Vitória do Jari no Amapá, na Amazônia brasileira. Segundo dados da Biofílica, o Projeto Jari Amapá já protegeu 427 espécies da Flora, e 2.070 espécies da Fauna. Além das atividades terem evitado o total de 11.070 hectares de desmatamento, conforme informações da Biofílica.

O projeto REDD+ RESEX Jacundá se refere à Reserva Rio Preto- Jacundá, uma Unidade de Conservação criada na década de 90 para populações de origem seringalista, localizada na região de Machadinho d’Oeste e Cujubim (RO). A RESEX é localizada em uma região de grande pressão para a exploração predatória de recursos naturais e sofrendo de grande carência de serviços públicos básicos, neste contexto, os moradores encontraram na comercialização de serviços ambientais uma solução para o desenvolvimento social e a conservação do seu território. Segundo dados deste projeto, já foi evitado o desmatamento de 35.398 hectares em 30 anos.

Localizado no centro de endemismo de Belém, no Pará, o Projeto REDD+ Maísa promove a conservação em uma região marcada por altas taxas de desmatamento, fato que reforça a importância das estratégias do projeto, que envolvem a melhoria dos processos de monitoramento da área, proporcionando a proteção das espécies em perigo crítico de extinção, como o Chiropotes satanas (Cuxiú-preto), além de promover atividades agrícolas e extrativistas.

Já Projeto REDD+ Manoa atua na Fazenda Manoa, administrada pelo Grupo Triângulo e com certificação Forest Stewardship Council (FSC), referência mundial na produção madeireira sustentável. A área do projeto atua como guardiã da rica biodiversidade ameaçada da região, servindo também como corredor ecológico entre as áreas de conservação locais formando um bloco florestal de 480 mil hectares de floresta. Além disso, o projeto também realiza capacitações junto aos pequenos produtores, associações locais, público jovem da região e funcionários da fazenda em técnicas de manejo sustentáveis, para a disseminação de melhores práticas de uso e conservação da floresta.

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