Roteiro do livro

O objetivo do livro e do site http://www.amazoniasustentavel.com é divulgar as iniciativas e empreendimentos que tenham resultados expressivos e mensurados do ponto de vista de sustentabilidade, inclusive em termos de geração de renda e melhoria do padrão de
vida da população que habita a Amazônia, além da preservação da cultura nativa e tradições.


Algumas comunidades indígenas na Amazônia tiveram apoio da Funai para instalar no centro das malocas antenas que captam o sinal de telefonia móvel e o distribuíam a toda a aldeia. Sim, elas usam o celular para se comunicar e acessam a internet!!


Esse fato revela como a tecnologia propiciada pela sociedade atual pode ser um aliado para melhorar a qualidade de vida dos indígenas e das populações ribeirinhas.


Esse livro busca reunir testemunhos de protagonistas, trabalhadores, líderes comunitários de populações nativas, inclusive indígenas, organizações independentes e empreendedores que atuam na Amazônia há décadas, gerando empregos, renda-inclusive via impostos e taxas pagos, incentivando a qualificação profissional de
trabalhadores , artesãos, e fornecedores locais que integram as cadeias de produção de diversas atividades econômicas—relatando como contribuem para sustentar as economias locais e comunidades da região.


A Globo Rural mostrou a estória dos migrantes que saíram dos estados do sul para adquirir terras e produzir cupuaçu, açaí, e pupunha no distrito rural de Nova California, Porto Velho, RO; os pequenos produtores fundaram a RECA-reflorestamento Consorciado Adensado, em 1989, com 109 famílias cooperadas, num projeto bancado pela Natura baseado em desmatamento evitado em suas terras, que rendeu em média R$5560 por produtor (2017); Em S.Felix do Xingu, sudeste do Pará, a ONG The Nature
Conservancy TNC deu assistência a 117 produtores do projeto Cacau Floresta, que aumentou em 30% a renda das famílias ligadas tradicionalmente à pecuária; Paragominas—os produtores rurais fizeram um esforço conjunto para diminuir o desmatamento para menos de 40 km2 ao ano e cadastraram 80% das suas propriedades rurais no CAR- Cadastro Ambiental Rural; É o projeto Pecuária Verde do governo do Pará, co-patrocinado por Dow Agroscience, Vale e Agropalma; Manejo da floresta nativa Etel Carmona, uma designer autodidata nascida em Minas Gerais, começou sua atividade na pesquisa e restauração de mobília antiga num pequeno galpão em Louveira, interior de S.Paulo. Em 1988 abriu a Etel Interiores em Valinhos, voltado a produção de mobiliário de designers brasileiros, utilizando madeiras nativas, e
desde 1999 participa de projetos sustentáveis com madeira de manejo florestal na Amazônia.


Açaizal certificado
AmazonBai-Cooperativa dos Produtores Agroextrativistas do Bailique, arquipélago a 160 km de Macapá, é o único açaizal certificado FSC. Desde 2016, quando obteve a certificação para manejo florestal, dispensou os atravessadores na comercialização e
exportou pela 1a vez em 2017; Em seguida, montou um entreposto e uma loja para vender o fruto in natura e a polpa certificada. (Depoimento de Geová Alves,
presidente da Associação das Comunidades Tradicionais do Bailique-ACTB, que criou a AmazonBai.)

Pesca sustentável de pirarucu no Acre
Programa lançado em 2014 pela WWF Brasil e Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, busca capacitar pescadores para manejo sustentavel do pirarucu e outras espécies, nos municípios de Manoel Urbano, Feijó e Tarauacá, no Acre. Abrange uma área de 60 mil
km2 nas bacias dos rios Purus, Envira e Tarauacá, com mais de 15 lagos. (Depoimentos de Charles Guimaraes, pescador, (vídeo site WWF Brazil); Enildo Kaxinawá, aldeia Cocamero, terra indígena Carapanã, Acre;)


Criação de bufalo no Marajó
Como os búfalos chegaram à ilha? O maior rebanho da espécie no País está lá—600 mil animais. É um animal dócil, o que facilita seu manejo. Em termos de produção e qualidade de carne, leite e seus derivados—é quase imbatível. Testemunhos de criadores, que passaram a produzir queijos.


Extração de borracha de seringueiras nativas no Acre
A mais conhecida das reservas extrativistas é Chico Mendes, no Acre, criado em 1990, em homenagem ao seringueiro. Próximo à fronteira com Peru e Bolivia, a reserva abrange sete municípios onde vivem 10 mil habitantes. Aqui, os seringueiros tem compromisso de preservar a floresta nativa e extrair o látex das espécies encontradas
na mata—diferente de um plantio industrial. Por causa do preço baixo praticado pelos produtores da Ásia, a borracha produzida na reserva extrativista tem subsídio do governo e empresas privadas.


Estas pagam a mais por conta do desmate evitado da floresta. O seringueiro consegue extrair látex de 100 pés por dia na floresta, enquanto que numa plantação conseguiria dez vezes mais.


Testemunhos de seringueiros, suas famílias e como mantém sua atividade; Rede Origens Brasil – Trajetória dessa entidade criada por Imaflora e ISA Instituto Socioambiental, com financiamento do Fundo

Amazônia gerido pelo BNDES, Regnskogfondet Rainforest Foundation Norway, Evoltz e Zurich. Ela intermedia a compra de produtos e serviços fornecidos pela população nativa das florestas da Amazônia—indígenas, ribeirinhos e quilombolas—adotando
políticas éticas e de transparência, que são comprados por 28 empresas parceiras e mantenedoras.


Cadeia de fornecimento de castanha da Amazônia que abastece a Wickbold, conhecida fábrica de pães, em parceria com a entidade Origens Brasil, através de extrativismo sustentável; foi iniciada também a produção local de farinha de babaçú; Testemunhos dos povos indígenas e famílias locais que coletam a castanha e produzem a farinha de babaçu; Agropalma, maior produtor de óleo de palma do País, tem todas as plantações de palma na Amazônia, onde para cada hectare plantado tem 1,6 ha preservado; opera com 100% de rastreabilidade do óleo; registrou 685% de aumento na renda média dos agricultores familiares em 15 anos; testemunhos dos protagonistas locais; Medicina e cosméticos com insumos da floresta A medicina indígena tem vasto repertório de remédios; a preservação da medicina e cultura ianomâmi é um exemplo; Uso de insumos da Amazonia por empresas como Natura, Boticario, etc.; cadeias locais de fornecimento; comunidades participantes; Artes da Amazônia Panorama atual da pintura, escultura, música e artesanato criado por artistas e artesãos locais e indígenas;
Pesquisas Museu Emílio Goeldi, Belém, PA, fundado em 1866.

INPA-Instituto Nacional de Pesquisas da Amazonia
Imazon-Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia ICMBio-Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade Polo Industrial de Manaus e a Zona Franca
Histórico desde sua fundação em 1957; segundo Wilson Perico, presidente do Centro da Industria do Estado de Amazonas, em artigo publicado na revista Exame, estudos da Fundação Getúlio Vargas revelam que não há recurso público aplicado para as operações do Polo Industrial de Manaus. O argumento de que o pólo custa R$25
bilhões/ano ao poder público não tem respaldo em dados oficiais.


O estado de Amazonas figura entre os cinco maiores contribuintes de recursos fiscais do País, sendo repassados R$17 bilhões de IPI à União e outros R$4,7 bilhões para o estado.


Dados do IBGE mostram que o Polo Industrial mantém 500 mil empregos.


Testemunhos de empresas pioneiras como Brastemp, Honda (1976), Yamaha, Videolar, etc. Qtos empregos geram, receita de impostos pagos, faturamento bruto, receita de exportação, etc; Segmentos industriais em expansão recente como alimentos, química, eletrônicos, relógios, etc.


Projetos de sustentabilidade das indústrias e empresas que prestam serviços de infraestrutura como geração e distribuição de energia, saneamento, etc.

Testemunhos de protagonistas locais sobre o legado sócio-economico dessas empresas

Cidades da Amazônia e suas histórias Manaus – a capital do “Ciclo da Borracha”, que deixou legado como o Teatro Amazonas, Belém, Marabá, Porto Velho, Parauapebas S.Luiz do Maranhão


Infraestrutura que sustenta a economia regional
Ferrovia de Carajás transformou uma vasta região—o antes e o depois
O advento de um meio de transporte regular, inclusive de passageiros, desenvolveu uma vasta região. Com 892 quilômetros, liga a mina de Carajás ao porto de Ponta da Madeira, MA; Testemunhos de condutor do trem de passageiros e chefe de estaçao
sobre as mudanças ao longo do trajeto; professora da região; pequenos comerciantes; protagonistas das comunidades

Ferrovia Norte-Sul (Rumo)—expansão do transporte ferroviário em direção aos portos do norte do país

O transporte pelos rios e a indústria naval local que produz embarcações
Geração elétrica com biodiesel (Brasil Biofuels)
Atuando em 20 localidades em 5 Estados—AC, RO, AM, RR e PA—com total de 18 plantas termelétricas e 330 mil consumidores; 68 mil hectares de palmas plantadas; 170 mil t de óleo produzido de forma sustentável; 695 famílias parceiras praticando agricultura
sustentável; testemunho dos participantes; Geração elétrica a gás natural extraído do subsolo no campo do Azulão, AM (Eneva)


O conceito inovador da cadeia “de jazida de gás à rede elétrica” que fortalee uma nova cultura regional; a dimensão sócio-economica da indústria; opinião dos protagonistas, trabalhadores e fornecedores locais;

As províncias minerais
A Mineração Rio do Norte começou a produzir bauxita em 1979 em Oriximiná, PA; Oriximiná tem 71 mil habitantes e o salário médio dos trabalhadores formais é o segundo maior do estado; MRN apoia a entidade ARQMO dos quilombolas, reunindo 37
comunidades e o programa sócio-economico em sete territórios; dá suporte a 65 iniciativas ambientais, incluindo o projeto Pé de Pincha, para proteger a reprodução de tartarugas na região; Alcoa completou 12 anos de atividades em Juruti, PA; na produção
de bauxita; o festival anual de manifestação cultural da tribo Munduruku é conhecido na Amazônia; os projetos sociais que abrangem os quilombolas e comunidades que
habitam a região incluem agricultura familiar em Óbidos e Juruti; criação de galinha caipira; pesca sustentável da associação Sapopemba;


Mais de 60% da força de trabalho é do Pará; a empresa conduz programas ambientais a longo prazo, visando a restauração das áreas mineradas com vegetação nativa, etc.;
A descoberta da província mineral de Carajás completou 50 anos em 2017; o projeto Ferro levou à construção da ferrovia de Carajás, que propiciou extenso desenvolvimento regional ao assegurar um meio de transporte regular no território;


A floresta foi preservada dentro do perímetro do projeto Ferro (conforme fotos de satélite), enquanto que as pastagens tomaram conta das áreas externas;

Outros segmentos industriais
Siderúrgica Sinobras, Marabá, PA; Alubar, produtor de cabos de alumínio para energia;
Estaleiros navais que produzem embarcações para o transporte pelos rios;

AMAZÔNIA SUSTENTAVEL—Uma visão do futuro pelos pesquisadores
Sua contribuição atual e futura para a economia verde que está no topo da agenda global O potencial da bioeconomia na Amazônia Seu papel numa economia global descarbonizada

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